Parte 1: por que uma série sobre o ideal feminino e a Computação?

This entry is part 1 of 2 in the series Série "O ideal feminino e a Computação"

Decidi escrever uma série de artigos para discutir e relacionar temas sobre o feminino e a Computação. Será um misto de experiência pessoal, profissional, pesquisa científica e literatura, relatos de comunidades e Filosofia.

Questionamentos que originaram a série

Se você já se questionou sobre um dos temas a seguir, esta série poderá ser uma fonte de reflexão e inspiração:

  • Qual o propósito final da carreira profissional de Computação/Tecnologia da Informação (TI)?
  • Como a TI pode contribuir na solução de grandes problemas contemporâneos, a fim de redesenhar uma história sustentável para o planeta?
  • Como criar uma carreira em TI alinhada aos valores pessoais?
  • Qual o motivo (por trás da hype) para termos mais mulheres na Computação?
  • Existe diferença entre a carreira de TI para mulheres e para homens?
  • Quais são os movimentos para equidade de gênero na tecnologia, o que buscam? Mulheres e homens deveriam participar?
  • Atualmente, a tecnologia é “masculina”?

Essas questões estão presentes em debates da comunidade de TI, dentro ou fora das empresas, em movimentos, eventos e na pesquisa.

E, às vezes, estão apenas no nosso íntimo, ainda sem espaço para ecoar e iniciar um diálogo.

Convido vocês a participarem,  postando suas opiniões e questões; elas podem ser endereçadas,  ao longo da série!

[Bônus] Por que um fractal foi escolhido para representar a série?

Fractais são

“objetos gerados pela repetição de um mesmo processo recursivo, apresentando autossemelhança e complexidade infinita” [1].

Autossemelhança porque um pequeno pedaço do fractal é similar ao todo (veja como esta folha de samambaia é similar à própria samambaia). Complexidade infinita porque não conseguimos representar completamente um fractal, visto que os padrões se repetem em infinitas iterações.

Ao mesmo tempo que fractais remetem à Matemática (pelas funções que os originam) e à Computação (pela recursividade), também remetem ao feminino, pois lembram padrões recorrentes na mãe natureza.

Fractais também remetem à ideia de sistemas complexos, um dos conceitos que apresentaremos nesta série.

A imagem escolhida foi desenvolvida por Silvia Cordedda. É exemplo de arte digital, resultado belo e harmônico gerado por funções matemáticas em um programa computacional.

[1] MANDELBROT, Benoit B., The fractal geometry of nature. New York. W.H. Freeman and Company, 1982

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Claudia Melo

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